quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quarenta mortos em seis dias no hospital Walfredo Gurgel

Cerca de 40 pacientes morreram entre a última sexta-feira e ontem no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HWG), maior hospital público do Rio Grande do Norte, por complicações em seus quadros clínicos decorrentes da falta de medicamentos e condições de trabalho para os servidores prestarem o devido socorro. As informações são do diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RN (SindSaúde), Marcelo de Melo. A direção do hospital, no entanto, confirmou o óbito de 16 pacientes no período. A situação problemática do Walfredo ganhou repercussão na mídia nacional na última terça-feira. Um dia antes, o Ministério Público Estadual (MPE) havia realizado uma inspeção na unidade, constatando uma série de irregularidades que devem ser formalizadas em relatório. A crise na saúde pública potiguar também passa pela paralisação dos médicos e demais servidores da área.

O Walfredo Gurgel se encontra sem diretoria geral a cerca de quinze dias - nesse período as diretorias administrativa, financeira e de enfermagem estão respondendo pelo hospital. A reportagem do Diário de Natal esteve no hospital na manhã de ontem e constatou que, mesmo com a pouca movimentação, pacientes faziam filas em macas espalhadas pelos corredores do HWG aguardando atendimentos e transferências. Como é o caso do paciente Antônio Pereira de Melo, diabético e que aguarda há 20 dias em uma maca por uma vaga no Hospital Ruy Pereira (antigo Itorn). Ele reclama da demora no atendimento, das filas e péssimas condições dos banheiros. O paciente diz que até a troca de um curativo é difícil com a greve dos servidores da saúde, que dizem não ter tempo para o atendimento básico nem para a troca do soro, restando aos pacientes esperar. "A gente vem tratar de uma patologia e corre o risco de pegar outra aqui", relata ele.

Desabastecimento

Para o diretor do SindSaúde, Marcelo de Melo, os problemas de superlotação e atendimento no Walfredo Gurgel não são novidade. Marcelo conta que faltam medicamentos como sedativos, anestésicos, antibióticos e anticoagulantes, dificultando o trabalho dos profissionais que nada podem fazer. "A gente está lidando com a vida humana, essa situação tem que ter um basta", diz ele.

O diretor do sindicato diz que faltam também itens básicos como lençóis no hospital e os pacientes, principalmente idosos, têm que contar com a ajuda da família para trazer casacos e lençóis de casa para que não morram de frio com o ar condicionado do hospital à noite.

Quanto à série de greves que a saúde vem acumulando, o dirigente sindical diz que as negociações com o governo não avançam. As principais reivindicações do SindSaúde são salariais, melhores condições de trabalho, a contratação imediata dos concursados e a oposição à terceirização dos serviços de saúde pública.

O Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed) também vem trabalhando com apenas 30% do seu efetivo, devido à atrasos no pagamento e condições de trabalho inadequadas. Segundo seu presidente, Geraldo Ferreira, a crise na saúde está consolidada. "O lixo acumulado nas paredes do Walfredo Gurgel é um retratode como a saúde pública vem sendo tratada pelo governo, como lixo", enfatiza ele. O presidente do Sinmed afirma que a greve vem sendo feita com muita cautela para que não traga risco de vida à população que precisa de socorro. "Estamos abertos às negociações financeiras, mas o que não pode ocorrer é ver o hospital se tornar uma casa de mortes", finaliza Geraldo. Na tarde de hoje, o Sinmed deve se reuniu com o governo para negociar as causas da greve e discutir os rumos da saúde público no estado.
Reportagem do Diario de Natal

quarta-feira, 2 de maio de 2012

NÃO BASTA NOMEAR E SIM DAR AUTONOMIA PARA ORGANIZAR O HOSPITAL DE CURRAIS NOVOS

Nomeado novo diretor-geral do Hospital Regional de Currais Novos


O Diário Oficial desta terça-feira, 1º de maio, publicou a nomeação de Bernardo Gomes de Oliveira Neto, que vinha assumindo interinamente após a saída de Jair Simões, para o cargo de diretor-geral do Hospital Regional de Currais Novos.
Além do cargo de diretor-geral, assinado pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e pelo secretário Domício Arruda (Saúde), Bernardo Gomes também responde pela direção administrativa.

Do blog: O que realmente está acontecendo com os representantes do RN? Meu Deus!!! O Hospital Regional de Currais Novos está de mal a pior. Tudo bem que sabemos que a saúde do nosso Brasil encontra-se numa situação de calamidade, mas vamos combinar né? a do RN já estar na UTI faz tempo. 
Na última sexta-feira(27), minha mãe passou mal, minha mãe tem diabetes, tem problemas cardiacos, problemas nos rins, respiratórios e uma série de outras doenças, é uma senhora de 72 anos, teve uma crise de hipoglicemia e a pressão arterial ficou muito alta, imediamente levamos ela ao atendimento de urgência no HPJM ( Currais Novos), durante a madrugada.
Ao chegarmos os enfermeiros nos informaram que não havia médico no plantão, que estavam em greve e que só havia naquele hospital o médico da UTI.Claro que os enfermeiros são funcionários e nada têm a ver com o descaso dos representantes do estado né? Não apenas do estado vamos combinar né? Bom mas o detalhe deste caso é que minha mãe tem plano de saúde, e dai fui informada que mesmo na UNIMED estava sem atendimento. Depois de sermos informados pelos funcionários do HPJM que nós podiamos ir até a cidade de Acari que lá sim minha mãe seria atendida, depois de um momento de estresse por minha parte, graças a Deus recebemos a noticia de que o médico da UTI iria atender a minha mãe. E realmente Deus tocou no coração daquele médico e ele prestou o atendimento devidamente como devia ser feito.
Pessoal eu gostaria de deixar bem claro que entendo o lado dos médicos, dos funcionários, entendo a greve sim, só não entendo é ainda ter o nome do atendimento dos convênios no HPJM... mas vejo agora com clareza que não adianta mas termos planos de saúde, talvez nem adiante tanto o dinheiro em mãos porque nem sempre isso funciona.Parece que estamos elegendo políticos para acabar conosco, pelo amor de Deus que governo é esse minha gente? e esse hospital tem que se organizar novamente, porque  fico imaginando se chegasse inumeras pessoas naquela noite precisando com urgencia maior que a  da minha mãe.Aiiiii meu Deus!!!
Tá na hora de refletirmos, se essa governadora não tem noção da calamidade que está acontecendo na saúde do RN, se o Secretário de saúde do RN não pode abrir a boca para conceder uma entrevista num feriado... que povo estranho é esse?Se eles não podem então nós podemos sim falar, escancarar a verdade para o mundo, se colocaram essas pessoas insensatas no poder porque que não se unem para retirar? Gente tem que ser tratado com delicadeza, se até os animais necessitam de atenção e cuidados porque que vamos aceitar esse DESCASO com os nossos doentes?

Fica aqui as minhas desculpas aos funcionários do HPJM por qualquer alteração da minha parte, mas compreendo que qualquer um ser humano agiria da mesma forma.E só gostaria de lembrar também que essa questão de chegarmos em outros hospitais e sermos lembrados de que em Bodó existe verba para atendimentos na saúde também... Isso todos sabemos é verdade existe e aqui os médicos atendem muito bem obrigada.A saúde faz o possivel e até mesmo o impossivel para os atendimentos necessários aqui no PS. Porém nem  tudo pode ser resolvido por aqui existem casos que precisam de deslocamentos para fora e portanto os planos de saúde existem para isso, ou melhor EXISTIAM.


ABSURDO:SECRETÁRIO DE SAÚDE DO RN SE NEGA A FALAR NO FERIADO

Jornal Nacional exibe matéria sobre precariedade na saúde do RN e diz que secretário se negou a falar porque hoje era feriado


O Jornal Nacional deste 1º de maio destacou as dificuldades dos pacientes de Natal que dependem da saúde pública, diante da greve de servidores que se arrasta há alguns dias. A matéria, ancorada pela repórter Michele Rincon, visitou dois hospitais públicos da capital potiguar, entre eles o Walfredo Gurgel. Neste último, foi encontrada uma montanha de lixo, próximo ao setor de nutrição, local onde são feitas as refeições de pacientes e profissionais. A reportagem explicou que o lixo não fora recolhido por falta de pagamento à empresa responsável pela coleta. Os corredores das unidades estavam superlotados, havia muitas moscas no local e pacientes mostraram sua indignação ao JN. Foram encontrados também muitos equipamentos mal conservados.

REPORTAGEM TEVE FINAL INUSITADO
No final da reportagem, algo inusitado. O apresentador do Jornal Nacional disse que o secretário de Saúde Domício Arruda foi procurado para falar sobre o assunto, mas afirmou que não concederia entrevista neste 1º de maio porque era feriado.Por causa disso, o nome do secretário chegou  a figurar nos assuntos mais comentados do twitter.

Estiagem faz o preço do feijão disparar

A seca que atinge vários estados do Nordeste provocou um aumento no preço do feijão nas feiras livres e nas prateleiras de vários supermercados.
Em Pernambuco por exemplo o preço do produto o preço subiu cerca de 100%. Em outros estados este aumento oscila entre 50 até 70%.
O feijão carioquinha por exemplo duplicou de custo: o fardo de 30 quilos subiu de R$ 70 para R$ 140. O quilo custa R$ 6,20.
Para alguns técnicos da CEASA o feijão carioquinha vem apresentando, ao longo dos anos, uma gangorra de preços muito acentuada. Ora tá muito caro, ora muito barato. Isso causou um desestímulo na produção do feijão.No Paraná reduziu 27% da sua zona produtora. A Bahia, por questão de seca, perdeu 80% da produção. Então juntou a seca com o desestímulo da produção e diminuiu a oferta e estourou o preço.
O impacto pode ser sentido no corredor de algumas Ceasas onde costumava-se encontrar feijão. Em tempos normais, haveria sacas e mais sacas de feijão verde, trazidas por comerciantes de todo o estado e ainda do Rio Grande do Norte e da Paraíba. A média de trinta produtores caiu para cinco. Produtor há 25 anos, Manuel dos Santos mora em Vitória de Santo Antão, mas vai todos os dias cuidar do plantio em Pedro Velho, no Rio Grande do Norte. Ele diz que antes conseguia colher quatro toneladas por hectare e agora só consegue entre 1.700 e 1.800 quilos. “O preço teve que aumentar bastante. Esse ano vendo por R$ 2,50 o quilo, no ano passado, vendia por R$ 1, R$ 1,20″, explica.
Nas feiras, o que mais se vê é gente reclamando e deixando de comprar o alimento rico em nutrientes que não pode faltar na mesa do brasileiro.

Fundação José Augusto lança edital Prêmio RN Junino 2012

Os representantes de Arraiás, Festivais e Quadrilhas Juninas já podem inscrever seus projetos para concorrer ao edital do Prêmio RN Junino 2012. As inscrições vão até o dia 13 de junho e poderão receber incentivos do governo do Estado, através da secretaria de Cultura e Fundação José Augusto, até 200 grupos que realizem manifestações tradicionais do período junino.
Divididos em cem para Arraiás e Festivais, os quais poderão receber individualmente a quantia de R$ 1.500, e cem Quadrilhas Juninas, cada uma com prêmios de R$ 3.500. O total de investimentos é de R$ 500 mil. Mais informações e edital completo através do site da Secultrn (www.cultura.rn.gov.br), link Editais Abertos.

Secretário diz que Hospital Walfredo Gurgel não vive sua pior crise

Um dia depois da inspeção do Ministério Público (MP) ao Hospital Walfredo Gurgel, o ambiente, no feriado do dia do trabalhador, era de tranquilidade. O lixo encontrado pela promotora Iara Pinheiro já não fazia parte do cenário do local. Ontem, durante a visita da equipe de reportagem do Diário de Natal, o movimento no setor de urgência e emergência era pequeno. Mas, os corredores continuavam servindo de enfermarias para os pacientes internados.
Ninguém da direção estava no local. Os plantonistas se recusaram a falar sobre a situação do hospital. Apesar da calmaria do feriado, a falta de estrutura do hospital é tema recorrente no Rio Grande do Norte. Acúmulo de lixo, falta de macas, elevadores quebrados e leitos fechados foram encontrados pela promotora, na última segunda-feira. Iara divulgará o relatório da inspeção somente no final desta semana.
A expectativa é para um relatório extremamente crítico, devido à precariedade dos serviços prestados pelo hospital. O problema no Walfredo Gurgel está tão crítico, que os elevadores estão quebrados, inclusive o elevador que é usado para o transporte do pacientes que morrem no hospital para o necrotério está quebrado.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Domício Arruda, esta não é a pior crise enfrentada pelo Walfredo Gurgel. Ele disse, em entrevista ao Diário de Natal, que o retrato é de um hospital que vive superlotado. “O Hospital Walfredo Gurgel opera com 20% a mais de demanda do que a sua capacidade. Então, a realidade é essa. Vamos trabalhar para melhorar o quadro. Já enfrentamos quadro muito piores”, destacou.
Arruda afirmou que está cobrando junto ao governo a contratação de pessoal, para atender a demanda, a melhora no abastecimento e nas condições de trabalho. “Eu conheço a realidade local. A questão do lixo ocorreu porque estamos devendo dois meses à empresa que o recolhe. Espero acertar o pagamento, que será por indenização, dentro de 10 dias”.

PREFEITO AVAMAR ESTÁ DE VOLTA E SE RECUPERA BEM AO LADO DA FAMÍLIA E DE AMIGOS


O prefeito de Bodó Francisco Avamar Alves já está de volta pra casa, depois de ter enfrentado momentos delicados com problemas de saúde desde a última sexta-feira (27), quando sentiu-se mal durante uma reunião do CONISA na cidade de Lagoa Nova.

Do Blog: Quero aqui dar as boas vindas a Avamar e agradecer a Deus por nos dar a graça de ver o nosso amigo novamente bem. Que ele se recupere logo para dar continuidade na luta cada dia mais fortalecido.